Orgasmo – palavra desconhecida ou de grande significado?
Apesar de ter sido reprimido ou ate considerado como sentimento pecaminoso durante longo período da história humana o orgasmos adquiriu importância social onde todos querem tê-lo, todos querem estar nele o máximo possível. Acredita-se que o orgasmo seja indispensável para o equilíbrio emocional e físico para a pessoa e seu relacionamento. Enfim, orgasmo, orgasmo é:
Orgasmo é a conclusão do ciclo de resposta sexual que corresponde ao momento de maior prazer sexual.
Orgasmo é o máximo da intensidade de prazer que uma pessoa alcança em uma excitação sexual (relação sexual / masturbação) e provoca uma efervescência de sensações e exaltação incontrolável na pessoa que está o atingindo.
Orgasmo é o ponto máximo do prazer sexual... quando acontece é como se você não tivesse mais nesse mundo!!! (esse foi o relato de uma pessoa na internet).
Orgasmo é uma das fases da resposta sexual caracterizada por intenso prazer físico mediado pelo sistema nervoso autônomo, acompanhado por ciclos de rápidas contrações musculares nos músculos pélvicos, que rodeiam os órgãos sexuais e o ânus, sendo frequentemente associados a outras ações involuntárias, como espasmos musculares em outras partes do corpo e uma sensação geral de euforia. (definição mais completa sobre o orgasmo que encontrei rs).
E ainda há quem diga que o Orgasmo é um bater de ancas, um levar em suspiros, um ver sem enxergar, o ápice do tudo, um tremer de corpos que se entrelaçam objetivando ser um único corpo, um mar de onomatopéias: aiiii!!! uiii!!! anhhh!!! Grrr!!! (Estes que só podem ser entendido por quem já sentiu rs)
Hoje o Orgasmo possui um dia exclusivamente dedicado a ele, apesar de que todo dia é seu dia, em todo o mundo. O Dia Mundial do Orgasmo foi criado na Inglaterra (e não pelos “safados” dos brasileiros) no dia 31 de Julho por rede de sex shops. Mas apesar de todo mundo buscá-lo, acredita-se que nem todos o conhecem ou mesmo o experimentou.
Acredita-se que o fator histórico ainda influencie na sociedade atual através da extensão de costumes medievais recatados onde o homem deveria ejacular apenas objetivando a procriação e a mulher (reprimida com maior severidade pela sociedade marxista e religiosa) deveria ser assexuada, sem desejo, sem tesão, à disposição do outro. Contudo, atualmente a sociedade vem libertando-se de tais costumes e buscando a integridade do prazer, o ápice do que pode ser obtido ou alcançado para satisfação no sexo. A mulher hoje admite que deva sentir prazer, que tem que chegar ao orgasmo para sua satisfação. Entretanto, esse sentimento de busca, quando em excesso, pode causar problemas podendo gerar frustrações pessoais ou no relacionamento. Estudos mostram que apenas 5% dos casos de anorgasmia (ausência do orgasmo) são de fundo orgânico. Entre os fatores que possuem maior influência para anorgasmia encontram-se os psicossociais como falsas crendices, falta de informação, tabus, religião, medo de ser abandonada ou engravidar, experiências traumáticas, falta de intimidade com o próprio corpo e/ou com o parceiro, envelhecimento, culpa, ansiedade, depressão, tensão corporal, educação sexual castradora, insatisfação corporal, baixa autoestima, dificuldade do cotidiano, entre outros. Para evitar esse problema recomenda-se que a mulher se livre da obrigatoriedade de ter que atingir o orgasmo e aprenda a sentir prazer com o seu corpo, a liberar emoções vivendo a liberdade de sentir prazer e que seu parceiro aprenda a satisfazer sua mulher com cumplicidade.Estudos indicam que o homem tem certa dificuldade em satisfazer sua parceira por possuir diferenças na forma e no tempo para alcançar o orgasmo. A percepção da presença do orgasmo para o homem torna-se mais fácil por possuir orgasmo perceptível através da ejaculação. Já a mulher, por não possuir nenhuma prova física aparente (ejaculação) pode criar sentimentos de dúvida sobre ter chegado ou não ao orgasmo podendo ate mesmo gerar conflitos interiores no que diz respeito a saber se o que ela sentiu foi ou não um orgasmo.
Para ajudar a mulher a atingir uma relação sexual satisfatória com o máximo de prazer o homem deve entender que:
- a falta de orgasmo feminino durante a relação sexual não determina ausência de virilidade masculina;
- a preocupação excessiva em fazer com que a mulher chegue ao orgasmo pode levar à ansiedade do casal prejudicando o ápice sexual. Fato este, que tem levado a mulheres fingir o sentimento de orgasmo como próprio mecanismo de defesa da sociedade, do parceiro e ate de si própria;
- o homem não deve atribuir o seu tempo para chegar ao orgasmo como o tempo que sua parceira necessita para alcançá-lo. Pessoas são diferentes, com metabolismos diferentes, com sentimentos diferentes fazendo com que o tempo para o ápice sexual seja diferente entre homens e mulheres;
- O homem não deve (de forma alguma) acreditar que após a ejaculação ocorreu o fim da relação sexual, pois o prazer continua, ainda vai existir a necessidade do toque, do beijo e de carícias para levar sua parceira ao orgasmo;
Falamos de orgasmo, o que significa e problemas para alcançá-los. Mas quais são atualmente considerados tipos de orgasmos?
Orgasmos múltiplos
O homem com sua inquietação pelo “cada vez mais” não tem aceitado apenas ter um único orgasmo e hoje busca o tão almejado orgasmo múltiplo. Orgasmos múltiplos ocorrem em alguns casos quando não existe um período refratário após o primeiro orgasmo, ou ele é muito curto, e experimenta-se um segundo orgasmo logo após o primeiro. Apesar de muitos acreditarem que apenas as mulheres possam ter sequência de orgasmos consecutivos, estudos mostram que o homem também pode alcançar o orgasmo múltiplo. Acredita-se que a dificuldade do homem possuir ou aprender a sentir orgasmos múltiplos seja devido à irresistível ansiedade que o homem possui de ejacular. Para o homem ser multiorgasmático, homem que tem orgasmos múltiplos, este deve inibir a liberação do sêmen, enquanto experimentam as contrações do orgasmo, em outras palavras, ele tem orgasmos não ejaculatórios.
Orgasmo espontâneo
O orgasmo pode ser espontâneo quando aparentemente não ocorreu prévia estimulação direta. Os primeiros relatos deste tipo de orgasmo provêm de pessoas que tiveram lesões da medula espinhal.
Orgasmo vaginal
O conceito de orgasmo de natureza vaginal foi postulado pela primeira vez por Sigmund Freud, onde argumentou que a mulher possuía inveja do pênis masculino e por isso tentaria igualar-se ao homem buscando ter o orgasmo clitoriano, como ela não teria conseguido ela teria desenvolvido o orgasmo vaginal. Em 1966, Masters e Johnson publicaram um trabalho de investigação sobre as fases de estimulação sexual que colaboraram com a idéia de que o orgasmo vaginal e clitorial correspondem ao mesmo processo e argumentaram que a estimulação clitoridiana é a principal fonte dos orgasmos.
Orgasmo anal
O orgasmo anal é um orgasmo originário da estimulação anal, como a de um dedo inserido, o pênis ou um brinquedo erótico. É ocasionado pela estimulação direta das terminações que inervam o esfíncter, em especial o nervo pudendo, entre outros quatro nervos da região pélvica envolvidos no orgasmo, tanto masculino quanto feminino.
Orgasmo mamário
Um orgasmo mamário é um orgasmo a partir da estimulação das mamas. Nem todas as mulheres são sensíveis à estimulação dos seios, no entanto, algumas mulheres afirmam que a estimulação da área da mama durante o ato sexual e preliminares, ou apenas o simples fato de terem seus seios acariciados, pode levar ao orgasmo.
Orgasmo seco
Orgasmo experimentado pelo homem onde ocorre a ausência de ejaculado.
Orgasmo simultâneo
O orgasmo simultâneo onde ocorre o ápice orgásmico pelos parceiros ao mesmo tempo durante o ato sexual.
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