Papanicolando

Cuidado com Ameba se não ela te pega

E o pulso ainda pulsa...

Currículo Lattes - Coisa de Nerd?

Ja pensou em aprender conceitos de física de partículas brincando?

domingo, 22 de agosto de 2010


 

Em 2003 com o apoio financeiro da FAPESP o São Paulo Regional Analysis Center (SPRACE) foi implementado para fornecer os meios necessários para a participação de pesquisadores da física de alta energia do Estado de São Paulo na investigação dos constituintes elementares da matéria e suas interações fundamentais.
através do compromisso da SPRACE como o ensino, foi elaborado o jogo Sprace Game. Este game foi projetado para poder ensinar a alunos a física do século 21 diminuindo um pouco a grande defasagem dos currículos escolares que trazem ainda o modelo atômico sendo formado apenas por elétrons, nêutrons e prótons.
O material didático está disponível na web e permite que os alunos possam utilizar o game exigindo uma configuração básica, como a de um Pentium 1,3Ghz com 512M de memória RAM (configuração mínima para o jogo).
Para ter acesso ao game basta fazer o download no site do SPRACE. Clique aqui para baixar.



Veja também cenas do jogo Immune Attack onde vírus e bactérias têm que morrer!!!

 





Novo Sorotipo de Dengue é Encontrado no País e Preocupa Autoridades de Saúde

quinta-feira, 12 de agosto de 2010


Com certeza no Brasil quem nunca sentiu na pele o quadro clínico da dengue conhece um parente, um vizinho ou um amigo que já. Dengue consiste em enfermidade causada por vírus da família Flaviviridae, gênero Flavivírus, que inclui quatro variações sorotípicas: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. A infecção por um deles dá proteção permanente para o mesmo sorotipo e imunidade parcial e temporária contra os outros três. 

Olhando a história da dengue no Brasil observamos que:

- Em 1981, sorotipos DEN-1 e DEN-4 foram os primeiros a serem isolados no país em uma epidemia de dengue ocorrida Boa Vista, Estado de Roraima;
- Em 1986, após cinco anos sem registro de casos no país, detectou-se a recirculação do sorotipo DEN-1 nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Alagoas, Ceará, Pernambuco e Bahia;
- Em 1990, o sorotipo DEN-2 foi detectado no país;
- Em 2001, detectaram-se os primeiros casos de DEN-3. Desde então, os três sorotipos (DEN-1, DEN-2, DEN-3) circulam de forma dispersa e heterogênea em todo o país.

O único registro do sorotipo DEN-4 no Brasil ocorreu há quase três décadas atrás em 1982. Entretanto estudos revelaram que por vários anos ele já circulava em dez países das Américas incluindo Venezuela, Peru, Colômbia e Equador.  Mas se não bastasse os problemas atuais no país para enfrentar os três sorotipos de dengue, estamos em alerta com o sorotipo DEN-4.


Nessa semana o Instituto Evandro Chagas confirmou três casos de dengue tipo 4 na capital do estado de Roraima indicando a recirculação do sorotipo 4 no Brasil. A partir daí o Ministério da Saúde e Secretarias de Saúde do estado de Roraima e do município de Boa Vista intensificaram as medidas de controle no combate ao mosquito e na busca ativa de casos suspeitos de dengue. As autoridades de vigilância no Brasil estão preocupadas com este fato, pois a partir da entrada desse sorotipo pelo estado de Roraima pode ocorrer à disseminação viral por todo país através da movimentação da população em atividades de turismo e comércio. Alem do mais, a ausência de imunidade ao DEN-4, associada à ocorrência de epidemias anteriores por outros sorotipos virais, aumenta a possibilidade de ocorrência de casos graves de dengue em pacientes que já tiveram contato com outros sorotipos, onde pacientes que passam pela doença mais de uma vez, aumentam as chances de desenvolverem formas graves da doença

Clínica - Os quatro sorotipos virais de dengue causam os mesmos sintomas:
 
- Dor de cabeça;
- Dores no corpo e nas articulações;
- Febre e dor atrás dos olhos;
- Diarréia, vômito, entre outros.

Como evitar a disseminação da dengue?

Independente do sorotipo viral:

- Não deixe acumular água em pratos de vasos de plantas e xaxins;
- Na hora de lavar o recipiente, passe um pano grosso ou bucha nas bordas;
- Substitua a água dos vasos de plantas por areia grossa umedecida;
- Esvazie as garrafas sem uso. Elas devem ser guardadas de boca para baixo, de preferência em lugares cobertos;
- Todo material descartável que acumula água como copos de plástico, latas e tampinhas de garrafa, deve ser jogado no lixo;
- Pneus velhos são um dos lugares preferidos do mosquito da dengue. Por isso, eles devem ser guardados em lugar coberto ou furados;
- Mantenha reservatórios, poços, latões e filtros bem fechados;
- Troque diariamente a água de bebedouros de animais;
- Lave bem o recipiente de água dos animais com uma escova ou bucha;
- Mantenha limpas as calhas, lajes e piscinas;
- Elimine a água acumulada em bambus, bananeiras, bromélias, etc. Evite plantas que acumulem água, como gravatás, babosa, espada-de-são-jorge, entre outras.

Fazendo coisas simples como essa você vai esta protegendo a você, a sua família e a seus vizinhos contra Dengue

Faça sua parte

Seu filho não precisa ser o próximo a aumentar as estatísticas de casos de Dengue em no país.

Glossário Temático DST e AIDS

terça-feira, 10 de agosto de 2010




Com o objetivo de padronizar e aperfeiçoar termos e siglas utilizados para representar e recuperar a produção técnico-científica da saúde pública brasileira nas bases de dados bibliográficas e de legislação, principalmente no âmbito da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde (BVS MS) o Projeto de Terminologia da Saúde publicou o Glossário Temático: DST e Aids.


Para a elaboração deste glossário temático, houve uma efetiva contribuição de diversos técnicos do Programa Nacional de DST e Aids. Todas as siglas, termos e definições foram analisadas a partir de documentos técnicos do Ministério da  Saúde e de publicações especializadas e devidamente examinadas e/ou adequadas e validadas.

Vale lembrar que trabalhos como esses favorecem melhora no tratamento de soropositivos para o vírus HIV por profissionais de saúde e pela sociedade, pois muitas vezes, estes não sabem como se portar frente aos soropositivos sem gerar processos de pré-conceitos e discriminação.
 

Em função da dinâmica dessa linguagem, a colaboração dos profissionais do setor Saúde para sugerir, excluir e indicar adequações de termos e/ou conceitos deste glossário pode ser feita por meio do formulário que se encontra no sítio da BVS MS – www.saude.gov.br/bvs/terminologia.htm –, ressaltando-se a importância de se registrar a fonte de informação institucional na qual veicula-se o termo ou a sigla.

 

Entre as definições encontradas no glossário pode-se citar:






- Aids: fem. Sin. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Doença clínica decorrente de um quadro de imunodeficiência causado pelo HIV de tipos 1 e 2. 
Notas: 
1. A aids caracteriza-se por supressão profunda da imunidade mediada, principalmente por células T, resultando em infecções oportunistas, neoplasias secundárias e doenças neurológicas. 
2. A transmissão do HIV ocorre por meio das seguintes condições: i) pelo contato sexual; ii) pela transmissão do vírus de mães infectadas para fetos ou recém-nascidos; iii) pelo sangue, em transfusões de sangue e hemoderivados; iv) uso compartilhado de drogas injetáveis. 
3. O HIV tipo 2 não tem relevância epidemiológica no Brasil. Ver Aids pediátrica. 


- Aids pediátrica: fem. Síndrome clínica decorrente da infecção, que é causada pelo HIV, na criança. 
Nota: a síndrome caracteriza-se pela supressão profunda da imunidade mediada, principalmente por células T, resultando em infecções oportunistas, neoplasias secundárias e doenças neurológicas. 


- Bofe: masc. Indivíduo do sexo masculino, de aparência máscula, que, embora não se identifique como um gay, mantém relações sexuais, ocasionais ou freqüentes, com gays ou travestis.


- Donovanose: fem. Doença crônica progressiva que acomete, de forma preferencial, a pele e as mucosas das regiões genitais, perianais e inguinais. 
Nota: é uma doença freqüentemente associada à transmissão sexual, embora os mecanismos de transmissão não sejam ainda bem conhecidos.


- Droga injetável: fem. Tipo de droga passível de ser injetada por via intravenosa, ou intramuscular, ou subcutânea. 
Notas: 1. A forma mais usual de injetar drogas é pela via intravenosa, e a forma menos usual é pela via subcutânea. 
2. No Brasil, as drogas ilícitas injetáveis mais consumidas são a cocaína, a heroína e algumas preparações das anfetaminas. 


- Educação sexual: fem. Ação educativa realizada pela família, pela escola, pelos serviços de saúde e por outros atores sociais, cujo objetivo é preparar o indivíduo para uma vida sexual mais sadia, prazerosa e segura. 


- Feminização da aids: fem. Mudança no padrão de disseminação do HIV no Brasil e no mundo, cujo resultado é o aumento progressivo do número de mulheres infectadas e/ou doentes ao longo do período de observação. 
Nota: esse conceito procede da Epidemiologia. 

- Gay enrustido: masc. 1 Indivíduo do sexo masculino que mantém relações sexuais com outro indivíduo do mesmo sexo e que não assume, perante a sociedade, sua identidade sexual. 2 Indivíduo do sexo masculino que não percebe sua homossexualidade. 


- Janela imunológica: fem. Período entre a infecção pelo HIV e o . início da detecção de anticorpos específicos por meio de testespadrão. 
Notas: 1. Ao longo do período da janela imunológica, é possível verificar um incremento progressivo da quantidade de anticorpos produzidos, até atingir os limites de detecção. 
2. Geralmente, a janela imunológica dura algumas semanas e, nesse período, o paciente, apesar de ter o agente infeccioso em seu organismo e de poder transmiti-lo a outras pessoas, apresenta resultados negativos nos testes-padrão para a detecção de anticorpos contra o agente.


- ONG-aids: fem. Organização não-governamental que atua na área do HIV/aids, cujas funções são as seguintes: i) informar e prevenir a respeito da disseminação do HIV no Brasil; ii) auxiliar no tratamento e apoiar pessoas que vivem com HIV/aids; iii) promover e proteger os direitos fundamentais das pessoas que têm o HIV/aids.


- Portador assintomático: masc. Indivíduo infectado pelo HIV que não exibe sinais e sintomas da síndrome clínica da aids, mas que pode transmitir o vírus causador dessa doença. 


- Portador sintomático: masc. Indivíduo infectado pelo HIV e que apresenta sinais e sintomas da aids. 


- Profissional do sexo: masc. e fem. Indivíduo que presta serviços sexuais em troca de dinheiro ou de objetos de valor.


- Projeto Bela Vista: masc. Pesquisa realizada no Brasil, como resultado da iniciativa da Unaids, em conjunto com o Ministério da Saúde, que visa ao desenvolvimento de uma vacina anti-HIV/aids. Ver Projeto Horizonte; Projeto Nascer; Projeto Praça XI, Projeto Rio.


- Rede Sentinela Nacional de Parturientes: fem. Rede nacional cuja função é monitorar a prevalência da infecção causada pelo HIV em parturientes, as quais estão alocadas em maternidades selecionadas de diferentes estados brasileiros. 
Notas: 1. O monitoramento se dá por meio de testes feitos em amostras de sangue coletadas de forma anônima e não-vinculada, sem que exista uma ligação entre a amostra biológica e a identificação de cada mulher. 
2. Ultimamente, a rede nacional também faz, junto às parturientes, o  levantamento de informações referentes à cobertura do pré-natal, à qualidade e à aceitabilidade da testagem para o HIV.


- Sexo anal: masc. Relação sexual em que um indivíduo introduz o pênis no ânus de outra pessoa. 


- Sexo oral: masc. Relação sexual em que se utilizam a boca e a língua para estimular os órgãos genitais de outra pessoa. 
Notas: 1. O sexo oral pode ser classificado em duas modalidades: i) felação, que ocorre quando um indivíduo pratica esse tipo de relação sexual com o homem; ii) cunilíngua, que sucede quando o indivíduo pratica sexo oral nos órgãos genitais femininos. 
2. Embora seja uma prática sexual de menor risco, também se recomenda o uso de preservativo no sexo oral para prevenir as DST, o HIV e a aids.


- Transformista: masc. Homem que se traveste de mulher para fazer shows ou performances artísticas. 
Notas: 1. Muitos transformistas se travestem apenas para exercer a prostituição. 
2. Essa atividade é também conhecida como batalhar ou fazer pista. 


- Transgênero: masc. Indivíduo de um determinado sexo que se traveste e se porta como um indivíduo do sexo oposto. 
Notas: 1. Os indivíduos do sexo masculino se submetem à cirurgia para mudar de sexo. 
2. Transgênero designa tanto travesti quanto transexual. 
3. O movimento organizado dos travestis mudou sua autodenominação, passando a ser movimento de transgêneros.


- Travesti: masc. Homem que assume a identidade feminina, vestese e comporta-se como uma mulher, embora admita possuir o órgão sexual masculino. 



Para maiores informações vc pode fazer o download do texto por completo aqui.   

E você concorda com os significados empregados? O que você incluiria nesse glossário?




A Neurociência Mediada por Computação

sábado, 7 de agosto de 2010



Navegando pela Internet encontrei o trabalho de André Haruo Kanamura, formado em Ciências Biológicas na Universidade de São Paulo e Mestre em Ciências na área de Fisiologia,  onde  ele desenvolve trabalho com ensino de neurofisiologia mediado por computador no Laboratório de Neurociência e Comportamento do Instituto de Biociências da USP. Atualmente ele vem trabalhando com edição de textos para livros didáticos de Ciências e Biologia para o Ensino médio, mas acredito que o mesmo trabalho poderá contribuir também na melhoria de aulas no ensino superior. 
Entre seus trabalhos destaca-se o software de neurofisiologia básica, já disponível para download gratuitamente, desenvolvido como parte de sua dissertação de mestrado onde aborda conceitos de citologia neuronal, potencial de ação e sinapse. Este programa foi premiado no concurso realizado pelo ministério da educação na Rede Interativa Virtual de Educação (RIVED). Vale apena conferir.


Para conhecer melhor este e demais trabalhos de André Haruo Kanamura basta ir aqui.
 

2009 ·Ciência Xereta by TNB