As tatuagens feitas com HENNA são muito usadas pelo seu caráter provisório, por sua disponibilidade, baixo custo e por não causarem danos à pele. Porém alguns tipos de compostos químicos usados na tintura, podem comprometer a ideia amplamente difundida de que a HENNA é um produto natural e portanto inofensivo, o que não é verdade, porque em alguns casos ela pode levar a uma reação alérgica.
A HENNA é uma tintura vegetal, nas cores verde, vermelha ou marrom, que têm pouca duração, em torno de 20 dias. Para produzir uma coloração mais escura, alguns tatuadores adicionam algumas substâncias químicas como a parafenilenodiamina ou PPD (no inglês), que segundo a FDA, agência que regula alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, é uma substância que só pode ser usada legalmente em tintura para cabelo, não diretamente na pele. Em algumas receitas caseiras, o limão é um dos ingredientes. As reações alérgicas nestes casos vêem acompanhadas de queimaduras e bolhas.
Em casos de alergia, lave o local com muita água, não fure as bolhas e evite o contato da roupa com a lesão. Procure seu médico, de preferência um dermatologista.
As marcas da alergia ou das queimaduras ficam visíveis por vários meses, portanto cuide para que elas não tomem sol, para evitar o escurecimento do local.E lembre-se: a escolha do local e do profissional tatuador é muito importante.Cuide-se!
Pessoal essa postagem foi escrita por Bia Acerbi no Seu Blog Alergia e Cia (http://biacerbi.blogspot.com/2009/05/alergia-e-tatuagem-henna.html). Acredito ser de grande importância e curiosidade esse tema, principalmente para quem curte as famosas Henna e Tatuagens. Parabéns Bia Acerbi, Excelente Postagem.
Você sabe o que é Doença Celíaca, também conhecida como enteropatia glúten-induzida? Identificada por Samuel Gee em 1888 como “indigestão crônica encontrada em pessoas de todas as idades, especialmente em crianças entre 1 e 5 anos” hoje é considerada como patologia relacionada a fatores como predisposição genética e perfil imunológico do indivíduo associados a fatores ambientais. A Doença Celíaca pode ser conceituada como “patologia autoimune que afeta o intestino delgado de adultos e crianças geneticamente predispostos, precipitada pela ingestão de alimentos que contêm glúten”.
Mesmo antes de Samuel Gee registrar essa patologia, historiadores demonstraramque na Capadócia, no século II, o grego Aretaeus já tinha descrito a presença de doenças “tipo diarréia”. Durante a Segunda Guerra Mundial ocorreu um dos fatos marcante na historia da patologia celíaca. Dicke, pediatra holandês, observou que durante o período em guerra onde ocorreu a falta de trigo, a incidência dos “agravos celíacos” diminuiu, sendo que, no momento onde o abastecimento de trigo foi restabelecido pelos aviões suecos na Holanda a incidência aumentou rapidamente, sendo comprovada a associação do trigo na patologia. Mais tarde Charlotte Anderson, de Birmingham, demonstrou que o trigo e o centeio continham a substância que provoca a doença: o Glúten.
Mas afinal o que é o GLÚTEN?
O glúten consiste basicamente de uma proteína amorfa presente em semente de muitos cereais responsável por fornecer elasticidade da massa da farinha, o que permite sua fermentação e a consistência esponjosa dos pães e bolos. O individuo com intolerância ao glúten pode desenvolver a Doença Celíaca apresentando, em sua maioria, a forma clássica “que se inicia nos primeiros anos de vida, manifestando-se com quadro de diarréia crônica, vômitos, irritabilidade, falta de apetite, déficit de crescimento, distensão abdominal, diminuição do tecido celular subcutâneo e atrofia da musculatura glútea. Após semanas ou meses da introdução de glúten na dieta, as fezes tornam-se fétidas, gordurosas e volumosas, e o abdome distendido” (SDEPANIAN, MORAIS e FAGUNDES-NETO, 1999).
Diagnóstico
O diagnóstico pode ser realizado por exames especializados como absorção da D-xilose, dosagem da gordura nas fezes ou testes sorológicos. Entretanto, segundo Associação dos Celíacos do Brasil – ACELBRA, a realização da biopsia do intestino delgado é essencial para o diagnóstico da doença. As amostras são obtidas por profissionais competentes através de uma sonda ou pinça durante o processo de endoscopia digestiva alta onde é coletado fragmento da cápsula perioral, conhecida como Cápsula de Watson ou Crosby- Kugler.
Tratamento
O tratamento da Doença Celíaca é realizado através de dieta rigorosa, onde devem ser substituídos todos os alimentos e preparações que contenham o glúten por outras opções como o uso de farinha de arroz, amido de milho, farinha de milho, fubá, farinha de mandioca, polvilho e fécula de batata.
Com o intuito de prevenir ingestão acidental de alimentos comerciais com a presença de glúten por indivíduos intolerantes ao mesmo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) determinou na RDC nº 40, de 8 de fevereiro de 2002, a regulamentação técnica onde todos os alimentos e bebidas embalados que contenham glúten, como trigo, aveia, cevada, malte e centeio e/ou seus derivados, devem conter no rótulo, obrigatoriamente, de forma destacada, nítida e de fácil leitura, a advertência: "CONTÉM GLÚTEN". Contudo, apesar desta regulamentação, não é difícil encontrar indivíduos em supermercados com a dificuldade na compra de alimentos por não possuírem a indicação da presença ou não dessa proteína ou encontrarem-se de difícil visualização. Segundo regulação da ANVISA a empresa flagrada em débito com a indicação da presença ou não do glúten é um infrator sujeito aos dispositivos da Lei n.º 6.437, de 20 de agosto de 1977 onde podem ser punidos com: advertência, multa, apreensão de produto, suspensão de vendas e/ou fabricação de produto, cancelamento de registro de produto, proibição de propaganda, cancelamento de autorização para funcionamento de empresa ou cancelamento do alvará de licenciamento de estabelecimento.
Demais informações sobre patologia, diagnóstico, tratamento, alimentos que não possuem glúten e demais acompanhamento você pode encontrar no site http://www.acelbra.org.br/2004/index.php da Associação dos Celíacos do Brasil – ACELBRA.
- Lei Nº 6.437 de 20 de Agosto de 1977, Publicado no D.O.U. de 24.8.1977, pág. 11145.
- SDEPANIAN, V.L.; MORAIS, M.B.; FAGUNDES-NETO, U. DOENÇA CELÍACA: a evolução dos conhecimentos desde sua centenária descrição original até os dias atuais. Arq Gastroenterol V. 36, 4, 1999.
- RDC nº 40, de 8 de fevereiro de 2002, D.O. de 13/2/2002
J. Craig Venter, cientista americano, publicou através da revista científica Science dados que revolucionam a genética. Segundo notícias publicadas em todo o mundo, a ciência encontra-se próximo da vida artificial. Segundo Venter, esse feito não pode ser considerado como "criação celular", mas sim como modificações genéticas de células já existentes. Segundo ele, uma célula é composta de mecanismos complexos, sendo necessários ainda muitos anos de pesquisas para realizar esse feito: "A criação de uma célula sintética ocorre quando todo material constituinte da célula é gerado" afirma o cientista. O feito científico em questão não pode ser chamado de criação devido o cientista ter realizado a modificação de uma bactéria já existente, chamada Mycoplasma capricolum, que ao receber uma versão sintética de DNA de Mycoplasma mycoides passou com o tempo a se comportar como a célula doadora de DNA, seguindo as informações contidas no DNA sintético. Este fato tornou-se importante pois o DNA transplantado não somente modificou o fenótipo da célula receptora como não impossibilitou que esta se reproduzisse, tornando viável a transferência do material genético transplantados para células filhas.
Questionados sobre o impacto gerado caso células transformadas geneticamente fossem liberadas ao meio ambiente, os cientistas declararam conscientes sobre a diferença existente entre criação de células sintética de uso exclusivo para pesquisas em laboratório e a criação de células para o meio ambiente. Além disso, afirmaram que células modificadas em laboratório podem morrer facilmente quando liberadas no meio ambiente, mas caso seja criado células para o meio ambiente, alternativas para monitorização e controle devem ser utilizadas. Entre alternativas cabíveis à proteção do ambiente encontra-se o ato de gerenciar a vida celular limitando o seu tempo útil de vida através da instalação de uma "chave liga/desliga", fazendo com que as células dependam de substâncias ou condições alimentares que não estejam presente naturalmente no meio ambiente. Dessa forma, caso liberadas acidentalmente para o meio ambiente as células morreriam por carência do alimento encontrado somente em condições laboratoriais e vitais à sua sobrevivência. Mas como passar da teoria à prática não é tão fácil, discussões sobre a utilização dessa nova tecnologia foram levantadas em todo o mundo.
Após publicação, pesquisadores de diversos países levantaram o questionamento sobre os valores bioéticos envolvidos no processo da evolução científica. Levanta-se o questionamento de que assim como essa tecnologia poderá ser utilizada para a produção de ferramentas biológicas para o bem da humanidade, os protocolos científicos poderão ser utilizados na criação de "bombas biológicas" intensificando o drama já vivido em nossos dias de bioterrorismo. Como sempre, ficamos na dependência da bondade humana, onde os "homens de boa vontade" devem utilizar os avanços tecnicocientífico para o bem, único e exclusivamente da humanidade e do meio ambiente. Mas, se você prestar atenção nem tudo é tão simples, após o anúncio do avanço científico proposto através da equipe do Venter, o EUA na pessoa do ilustre presidente americano Barack Obama solicitou à Comissão Presidencial para o Estudo de Assuntos Bioéticos que estudassem o impacto da pesquisa em questão no ambiente, na medicina e no mundo dos negócios. Solicitou também à comissão recomendações sobre as ações que o governo deverá tomar “para garantir que os Estados Unidos colham os benefícios dessa área científica enquanto identificam os limites éticos e diminuem os riscos”. Hum!!! Será que sobrará alguma fatia desse queijo para países subdesenvolvido ou em desenvolvimento? Somente os próximos capítulos dessa história poderão responder.
Quem nunca ficou impressionado com a variedade de doenças a que estamos suscetíveis. O pulso, pelos Titãs, consegue nos instigar ao conhecimento de algumas dessas patologias. Mas afinal o que são essas doenças? Como elas se apresentam? Num breve relato você pode desfrutá-las:
Peste bubônica - causada por bactéria Yersinia pestis, transmitida ao ser humano através das pulgas (Xenopsylla cheopis) de roedores. As pulgas recolhem a bactéria do sangue dos animais infectados. Cães, gatos e seres humanos podem ser infectados, quando a pulga liberta bactérias na pele da vítima. A bactéria entra por pequenas quebras invisíveis da integridade da pele. Daí espalha-se para os gânglios linfáticos, onde se multiplica. Após no máximo sete dias, em 90% dos casos surge febre alta, mal estar e os bubos, que são protuberâncias azuladas na pele. São na verdade apenas gânglios linfáticos hemorrágicos e inchados devido à infecção. A cor azul-esverdeada advém da degeneração da hemoglobina. As bactérias invadem então a corrente sanguínea, onde se multiplicam causando septicemia.
Raiva - (também conhecida como Hidrofobia), é uma doença causada por um vírus da família rhabdoviridae, gênero Lyssavirus. O agente causador da raiva pode infectar qualquer animal de sangue quente, porém só irá desencadear a doença em mamíferos, como por exemplo, cachorros, gatos, ruminantes e primatas (como o ser humano). Ele o faz através de infecção dos centros nervosos do cérebro que controlam os comportamentos agressivos. Sua disseminação inicial dentro dos axônios dos neurônios permite-lhe evadir o sistema imunitário. Ele se transmite através da mordida de animais como cachorro, morcego e muitos outros.
Cisticercose - causada pela ingestão acidental dos ovos da Taenia solium: platelminto que tem, como hospedeiros intermediários, os suínos. Indivíduos com teníase, por possuírem em seu organismo a forma adulta da tênia, liberam ovos destes animais, juntamente com suas fezes, podendo contaminar a água ou mesmo alimentos ou mãos. Assim, ao se ingerir os ovos da T. solium, este parasita se encaminha do trato digestivo à corrente sanguínea, e se aloja em órgãos como cérebro, olhos, coluna ou músculos. A gravidade da doença depende muito da região infestada. Um cisticerco localizado no cérebro, por exemplo, pode causar dores de cabeça, convulsões, confusão mental e até morte sendo, obviamente, o caso clínico mais grave. Alojada na coluna e região muscular, causa dor e dificuldades de locomoção e na região ocular, distúrbios visuais e até cegueira.
Escarlatina - doença infecciosa causada pelo estreptococo beta hemolítico do grupo A (Streptococcus pyogenes), que atinge principalmente as crianças. A escarlatina é quase sempre uma complicação da amigdalite/faringite estreptocócica, aparecendo cerca de dois dias após o início dos sintomas desta. As pessoas infectadas pela bactéria têm febre e dores na garganta (odinofagia), o que dificulta a ingestão de alimentos. A pele sofre alterações visíveis, como descamação e vermelhidão. Caracteriza-se por eritemas (vermelhidão cutânea) - que se espalham a partir do peito, deixando as palmas das mãos e pés, e a região em redor da boca inalteradas. A língua inicialmente é amarela devido à inflamação, mas depois descama e torna-se vermelho-viva, com aparência de um morango. Em alguns casos a língua fica com bolhas pequenas.A sua transmissão acontece através da saliva, por via nasal, tosse, espirros e respiração ou ainda através do contacto com vestuário e objetos contaminados. O tratamento é através da administração de antibióticos, constituindo a penicilina, ainda hoje, o fármaco de primeira linha, dada a ausência de resistência documentada. Não sendo devidamente tratada, poderão ocorrer hemorragias no estômago, baço e intestino. Além da possibilidade de ocorrer convulsões, inflamação nos rins, infecção nos tímpanos, dores fortes nas articulações e problemas cardiovasculares.
Pediculose - doença parasitária causada por piolhos. No homem a infestação é causada pelo Pediculus humanus, que pode ser encontrado no couro cabeludo (Pediculus humanus capitis) e no corpo (Pediculus humanus humanus), e pelo Pthirus pubis que causa a pediculose pubiana. A pediculose também é muito comum nos animais, sendo causada por uma grande variedade de espécies específicas.
Afasia - é uma deterioração da função da linguagem. Caracteriza-se por dificuldade em nomear pessoas e objetos. Podem levar a um discurso vago ou vazio caracterizado por longos circunlóquios e pelo uso excessivo de referências indefinidas como "coisa" ou "aquilo". Pode evoluir para um comprometimento grave da linguagem escrita e falada e da repetição da linguagem. No extremo pode levar a mudez ou a um padrão deteriorado com discurso com ecolália ou palilália. As causas principais são tumores, AVC (ou derrame), doenças infecciosas (como a meningite), doenças degenerativas (como a esclerose múltipla ou as demências), acidentes com traumatismo cranioencefálico, tensão metabólica (intoxicações), epilepsia. Há vários tipos de afasia. Elas podem ocasionar lesões em aspectos muito específicos da linguagem: no nível fonético, sintático, semântico ou pragmático.
O sangue constitui 6 a 8% da massa corporal total, sendo constituído de células sanguíneas suspensas em fluido denominado plasma. O sangue é produzido na medula óssea e tem como função a manutenção da vida do organismo por meio do transporte de nutrientes, metabólitos, oxigênio e gás carbônico. As células sanguíneas podem ser classificadas em Leucócitos (ou Glóbulos Brancos), que são células de defesa; eritrócitos (glóbulos vermelhos ou hemácias), responsáveis pelo transporte de oxigênio; e plaquetas (fatores de coagulação sanguínea).
A transfusão de sangue é considerado como um transplante no qual sangue total ou um de seus componentes pode ser transferidos por via endovenosa para um receptor. Esse processo pode ser recomendado com objetivo de suprir o sangue perdido em processos hemorrágicos ou para corrigir defeitos causados por produção inadequada na medula óssea. Entretanto, no decorrer da historia transfusional, tentativas aleatórias iniciais de transfusões resultaram em muitos fracassos ocasionado por diferenças sanguíneas. A incompatibilidade sanguínea pode ser desencadeada por presença na membrana do eritrócito de carboidratos e proteínas que podem estimular o sistema imune a produzir anticorpos, impossibilitando assim, a eficiência no processo transfusional. Mas quais são as moléculas responsáveis por comuns reações transfusionais?
Em 1900, o patologista austríaco Karl Landsteiner descreveu o sistema ABO, identificando principais moléculas (antígenos) envolvidas nas reações transfusionais. Entretanto, somente em 1907, Reuben Ottenber resolveu o problema de incompatibilidade sanguínea através da elaboração da primeira transfusão precedida da realização de provas de compatibilidade. O sistema ABO se caracteriza pela presença ou ausência de dois antígenos (A e B) - chamados aglutinógenos -, que pode esta isolado ou simultaneamente em cada indivíduo. Antígenos ABO estão expresso em moléculas de diversas células do organismos, incluindo os eritrócitos. Um indivíduo com um tipo sanguíneo, geralmente não possui anticorpos contra os seus eritrócitos mas possui em seu soro anticorpos contra outras moléculas do sistema ABO presente em sangue não compatível ao seu. Mas afinal como são formados esses anticorpos?
Estudos revelaram que bactérias colonizadoras do nosso intestino possuem moléculas semelhantes às do sistema ABO induzindo o indivíduo a produzir de forma cruzada anticorpos contra moléculas ABO estranhas. Dessa forma, na presença de eritrócitos estranhos pode ocorrer o reconhecimento de componentes moleculares transfundidos por anticorpos gerando uma reação transfusional. Hoje, com avanços técnicocientífico e diversidade de diagnósticos de compatibilidade sanguínea as reações transfusionais vem sendo evitadas, aumentado o grau de segurança para a utilização de hemocomponentes. Assim, para evitar problemas deve-se levar em consideração que:
Indivíduos do grupo O não possuem nenhum dos dois aglutinógenos (A ou B), portanto possuem anticorpos anti-A e anti-B; podem receber apenas sangue do grupo O, mas podem doar para todos os grupos.
Indivíduos do grupo A possuem apenas o aglutinógeno (antígeno) A, e portanto apresentam os anticorpos anti-B; podem receber sangue dos grupos 0 e A, e doar para os grupos A e AB.
Indivíduos do grupo B possuem apenas o antígeno B, e portanto apresentam os anticorpos anti-A; podem receber sangue dos grupos 0 e B, e doar para os grupos B e AB.
Indivíduos do grupo AB possuem ambos os antígenos, e nenhum anticorpo. Podem receber sangue de qualquer grupo, mas doam apenas para o grupo AB.
Durante décadas, a sociedade busca o entendimento sobre SAÚDE!!! Afinal o que é saúde? Segundo a Organização Mundial de Saúde, saúde pode se definido como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças. Dessa forma, o conceito popular de saúde como a simples ausência de doença, definida em 1977 por Christopher Boorse, deixa de ser válido. Delinear saúde não se torna necessário apenas para criação de uma definição, mas gerar a percepção de indicadores de saúde, auxiliando os profissionais na criação de índices que irão auxiliar no diagnóstico, prevenção e critério de curas nos processos de saúde-doença.
A percepção de saúde varia muito entre as diferentes culturas e classes sociais. A esquizofrenia, por exemplo, pode ser citado claramente como real conflito entre religiosos e profissionais de saúde que buscam afirmar que o fato presenciado foi ou é fruto de uma patologia ou de "atribuições espirituais". Alguns religiosos afirmam que a esquizofrenia pode ser atribuída como um estado de perturbação ou possessão espiritual. Em contrapartida, cientistas a classificam como um transtorno psíquico severo que se caracterizaclassicamente por alterações do pensamento, alucinações (visuais, cinestésicas, e sobretudo auditivas), delírios e alterações no contato com a realidade. Alem destes, existe correntes de pensamentos onde doença e perturbações espirituais podem ser encontrados através de sintomas e sinais muitos semelhantes ou sobrepostos, cabendo ao profissional de saúde ter competência para identificação do agente causador de "tal desordem".
Enfim, Enquanto ciência e religião tenta descobrir, enumerar e provar os fatores envolvidos na determinação do processo saúde-doença, patologias infectocontagiosas como a gripe causada pelo vírus H1N1, dengue, doenças psicossomáticas e neoplásicas mata milhares de pessoas em todo mundo. Assim, mesmo sem concordar com as definições oferecidas por entidades científicas e religiosas, a recomendação é que a sociedade se proteja!!! Pois, o caos gerado por mar de bactérias, parasitas e vírus é real e o inimigo não só mora ao lado como pode estar dentro de você. Então, vacine-se, proteja-se e Ore a Deus (mesmo que as teorias espirituais não te convença). O que vale mais é estar protegido!!!