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Glossário Temático DST e AIDS

terça-feira, 10 de agosto de 2010




Com o objetivo de padronizar e aperfeiçoar termos e siglas utilizados para representar e recuperar a produção técnico-científica da saúde pública brasileira nas bases de dados bibliográficas e de legislação, principalmente no âmbito da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde (BVS MS) o Projeto de Terminologia da Saúde publicou o Glossário Temático: DST e Aids.


Para a elaboração deste glossário temático, houve uma efetiva contribuição de diversos técnicos do Programa Nacional de DST e Aids. Todas as siglas, termos e definições foram analisadas a partir de documentos técnicos do Ministério da  Saúde e de publicações especializadas e devidamente examinadas e/ou adequadas e validadas.

Vale lembrar que trabalhos como esses favorecem melhora no tratamento de soropositivos para o vírus HIV por profissionais de saúde e pela sociedade, pois muitas vezes, estes não sabem como se portar frente aos soropositivos sem gerar processos de pré-conceitos e discriminação.
 

Em função da dinâmica dessa linguagem, a colaboração dos profissionais do setor Saúde para sugerir, excluir e indicar adequações de termos e/ou conceitos deste glossário pode ser feita por meio do formulário que se encontra no sítio da BVS MS – www.saude.gov.br/bvs/terminologia.htm –, ressaltando-se a importância de se registrar a fonte de informação institucional na qual veicula-se o termo ou a sigla.

 

Entre as definições encontradas no glossário pode-se citar:






- Aids: fem. Sin. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Doença clínica decorrente de um quadro de imunodeficiência causado pelo HIV de tipos 1 e 2. 
Notas: 
1. A aids caracteriza-se por supressão profunda da imunidade mediada, principalmente por células T, resultando em infecções oportunistas, neoplasias secundárias e doenças neurológicas. 
2. A transmissão do HIV ocorre por meio das seguintes condições: i) pelo contato sexual; ii) pela transmissão do vírus de mães infectadas para fetos ou recém-nascidos; iii) pelo sangue, em transfusões de sangue e hemoderivados; iv) uso compartilhado de drogas injetáveis. 
3. O HIV tipo 2 não tem relevância epidemiológica no Brasil. Ver Aids pediátrica. 


- Aids pediátrica: fem. Síndrome clínica decorrente da infecção, que é causada pelo HIV, na criança. 
Nota: a síndrome caracteriza-se pela supressão profunda da imunidade mediada, principalmente por células T, resultando em infecções oportunistas, neoplasias secundárias e doenças neurológicas. 


- Bofe: masc. Indivíduo do sexo masculino, de aparência máscula, que, embora não se identifique como um gay, mantém relações sexuais, ocasionais ou freqüentes, com gays ou travestis.


- Donovanose: fem. Doença crônica progressiva que acomete, de forma preferencial, a pele e as mucosas das regiões genitais, perianais e inguinais. 
Nota: é uma doença freqüentemente associada à transmissão sexual, embora os mecanismos de transmissão não sejam ainda bem conhecidos.


- Droga injetável: fem. Tipo de droga passível de ser injetada por via intravenosa, ou intramuscular, ou subcutânea. 
Notas: 1. A forma mais usual de injetar drogas é pela via intravenosa, e a forma menos usual é pela via subcutânea. 
2. No Brasil, as drogas ilícitas injetáveis mais consumidas são a cocaína, a heroína e algumas preparações das anfetaminas. 


- Educação sexual: fem. Ação educativa realizada pela família, pela escola, pelos serviços de saúde e por outros atores sociais, cujo objetivo é preparar o indivíduo para uma vida sexual mais sadia, prazerosa e segura. 


- Feminização da aids: fem. Mudança no padrão de disseminação do HIV no Brasil e no mundo, cujo resultado é o aumento progressivo do número de mulheres infectadas e/ou doentes ao longo do período de observação. 
Nota: esse conceito procede da Epidemiologia. 

- Gay enrustido: masc. 1 Indivíduo do sexo masculino que mantém relações sexuais com outro indivíduo do mesmo sexo e que não assume, perante a sociedade, sua identidade sexual. 2 Indivíduo do sexo masculino que não percebe sua homossexualidade. 


- Janela imunológica: fem. Período entre a infecção pelo HIV e o . início da detecção de anticorpos específicos por meio de testespadrão. 
Notas: 1. Ao longo do período da janela imunológica, é possível verificar um incremento progressivo da quantidade de anticorpos produzidos, até atingir os limites de detecção. 
2. Geralmente, a janela imunológica dura algumas semanas e, nesse período, o paciente, apesar de ter o agente infeccioso em seu organismo e de poder transmiti-lo a outras pessoas, apresenta resultados negativos nos testes-padrão para a detecção de anticorpos contra o agente.


- ONG-aids: fem. Organização não-governamental que atua na área do HIV/aids, cujas funções são as seguintes: i) informar e prevenir a respeito da disseminação do HIV no Brasil; ii) auxiliar no tratamento e apoiar pessoas que vivem com HIV/aids; iii) promover e proteger os direitos fundamentais das pessoas que têm o HIV/aids.


- Portador assintomático: masc. Indivíduo infectado pelo HIV que não exibe sinais e sintomas da síndrome clínica da aids, mas que pode transmitir o vírus causador dessa doença. 


- Portador sintomático: masc. Indivíduo infectado pelo HIV e que apresenta sinais e sintomas da aids. 


- Profissional do sexo: masc. e fem. Indivíduo que presta serviços sexuais em troca de dinheiro ou de objetos de valor.


- Projeto Bela Vista: masc. Pesquisa realizada no Brasil, como resultado da iniciativa da Unaids, em conjunto com o Ministério da Saúde, que visa ao desenvolvimento de uma vacina anti-HIV/aids. Ver Projeto Horizonte; Projeto Nascer; Projeto Praça XI, Projeto Rio.


- Rede Sentinela Nacional de Parturientes: fem. Rede nacional cuja função é monitorar a prevalência da infecção causada pelo HIV em parturientes, as quais estão alocadas em maternidades selecionadas de diferentes estados brasileiros. 
Notas: 1. O monitoramento se dá por meio de testes feitos em amostras de sangue coletadas de forma anônima e não-vinculada, sem que exista uma ligação entre a amostra biológica e a identificação de cada mulher. 
2. Ultimamente, a rede nacional também faz, junto às parturientes, o  levantamento de informações referentes à cobertura do pré-natal, à qualidade e à aceitabilidade da testagem para o HIV.


- Sexo anal: masc. Relação sexual em que um indivíduo introduz o pênis no ânus de outra pessoa. 


- Sexo oral: masc. Relação sexual em que se utilizam a boca e a língua para estimular os órgãos genitais de outra pessoa. 
Notas: 1. O sexo oral pode ser classificado em duas modalidades: i) felação, que ocorre quando um indivíduo pratica esse tipo de relação sexual com o homem; ii) cunilíngua, que sucede quando o indivíduo pratica sexo oral nos órgãos genitais femininos. 
2. Embora seja uma prática sexual de menor risco, também se recomenda o uso de preservativo no sexo oral para prevenir as DST, o HIV e a aids.


- Transformista: masc. Homem que se traveste de mulher para fazer shows ou performances artísticas. 
Notas: 1. Muitos transformistas se travestem apenas para exercer a prostituição. 
2. Essa atividade é também conhecida como batalhar ou fazer pista. 


- Transgênero: masc. Indivíduo de um determinado sexo que se traveste e se porta como um indivíduo do sexo oposto. 
Notas: 1. Os indivíduos do sexo masculino se submetem à cirurgia para mudar de sexo. 
2. Transgênero designa tanto travesti quanto transexual. 
3. O movimento organizado dos travestis mudou sua autodenominação, passando a ser movimento de transgêneros.


- Travesti: masc. Homem que assume a identidade feminina, vestese e comporta-se como uma mulher, embora admita possuir o órgão sexual masculino. 



Para maiores informações vc pode fazer o download do texto por completo aqui.   

E você concorda com os significados empregados? O que você incluiria nesse glossário?




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