
J. Craig Venter, cientista americano, publicou através da revista científica Science dados que revolucionam a genética. Segundo notícias publicadas em todo o mundo, a ciência encontra-se próximo da vida artificial. Segundo Venter, esse feito não pode ser considerado como "criação celular", mas sim como modificações genéticas de células já existentes. Segundo ele, uma célula é composta de mecanismos complexos, sendo necessários ainda muitos anos de pesquisas para realizar esse feito: "A criação de uma célula sintética ocorre quando todo material constituinte da célula é gerado" afirma o cientista. O feito científico em questão não pode ser chamado de criação devido o cientista ter realizado a modificação de uma bactéria já existente, chamada Mycoplasma capricolum, que ao receber uma versão sintética de DNA de Mycoplasma mycoides passou com o tempo a se comportar como a célula doadora de DNA, seguindo as informações contidas no DNA sintético. Este fato tornou-se importante pois o DNA transplantado não somente modificou o fenótipo da célula receptora como não impossibilitou que esta se reproduzisse, tornando viável a transferência do material genético transplantados para células filhas.
Questionados sobre o impacto gerado caso células transformadas geneticamente fossem liberadas ao meio ambiente, os cientistas declararam conscientes sobre a diferença existente entre criação de células sintética de uso exclusivo para pesquisas em laboratório e a criação de células para o meio ambiente. Além disso, afirmaram que células modificadas em laboratório podem morrer facilmente quando liberadas no meio ambiente, mas caso seja criado células para o meio ambiente, alternativas para monitorização e controle devem ser utilizadas. Entre alternativas cabíveis à proteção do ambiente encontra-se o ato de gerenciar a vida celular limitando o seu tempo útil de vida através da instalação de uma "chave liga/desliga", fazendo com que as células dependam de substâncias ou condições alimentares que não estejam presente naturalmente no meio ambiente. Dessa forma, caso liberadas acidentalmente para o meio ambiente as células morreriam por carência do alimento encontrado somente em condições laboratoriais e vitais à sua sobrevivência. Mas como passar da teoria à prática não é tão fácil, discussões sobre a utilização dessa nova tecnologia foram levantadas em todo o mundo.
Após publicação, pesquisadores de diversos países levantaram o questionamento sobre os valores bioéticos envolvidos no processo da evolução científica. Levanta-se o questionamento de que assim como essa tecnologia poderá ser utilizada para a produção de ferramentas biológicas para o bem da humanidade, os protocolos científicos poderão ser utilizados na criação de "bombas biológicas" intensificando o drama já vivido em nossos dias de bioterrorismo. Como sempre, ficamos na dependência da bondade humana, onde os "homens de boa vontade" devem utilizar os avanços tecnicocientífico para o bem, único e exclusivamente da humanidade e do meio ambiente. Mas, se você prestar atenção nem tudo é tão simples, após o anúncio do avanço científico proposto através da equipe do Venter, o EUA na pessoa do ilustre presidente americano Barack Obama solicitou à Comissão Presidencial para o Estudo de Assuntos Bioéticos que estudassem o impacto da pesquisa em questão no ambiente, na medicina e no mundo dos negócios. Solicitou também à comissão recomendações sobre as ações que o governo deverá tomar “para garantir que os Estados Unidos colham os benefícios dessa área científica enquanto identificam os limites éticos e diminuem os riscos”. Hum!!! Será que sobrará alguma fatia desse queijo para países subdesenvolvido ou em desenvolvimento? Somente os próximos capítulos dessa história poderão responder.
Informações adicionais: http://news.sciencemag.org/sciencenow/2010/05/synthetic-biology-answers.html
1 comentários:
alguem me diz como esse cara revolucionou a ciencia? taaaaaa, qcho q o grande feito foi transformar uma bacteria com um fragmento maior de dna...mas assim, pelas informações q deram sobre o estudo,,,eh muito barulho pra pouca coisa...kkkkkk
27 de maio de 2010 às 18:03falo mesmo!
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