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Biologia do Sangue

quinta-feira, 13 de maio de 2010




O sangue constitui 6 a 8% da massa corporal total, sendo constituído de células sanguíneas suspensas em fluido denominado plasma. O sangue é produzido na medula óssea e tem como função a manutenção da vida do organismo por meio do transporte de nutrientes, metabólitos, oxigênio e gás carbônico. As células sanguíneas podem ser classificadas em Leucócitos (ou Glóbulos Brancos), que são células de defesa; eritrócitos (glóbulos vermelhos ou hemácias), responsáveis pelo transporte de oxigênio; e plaquetas (fatores de coagulação sanguínea).
A transfusão de sangue é considerado como um transplante no qual sangue total ou um de seus componentes pode ser transferidos por via endovenosa para um receptor. Esse processo pode ser recomendado com objetivo de suprir o sangue perdido em processos hemorrágicos ou para corrigir defeitos causados por produção inadequada na medula óssea. Entretanto, no decorrer da historia transfusional, tentativas aleatórias iniciais de transfusões resultaram em muitos fracassos ocasionado por diferenças sanguíneas. A incompatibilidade sanguínea pode ser desencadeada por presença na membrana do eritrócito de carboidratos e proteínas que podem estimular o sistema imune a produzir anticorpos, impossibilitando assim, a eficiência no processo transfusional. Mas quais são as moléculas responsáveis por comuns reações transfusionais?
Em 1900, o patologista austríaco Karl Landsteiner descreveu o sistema ABO, identificando principais moléculas (antígenos) envolvidas nas reações transfusionais. Entretanto, somente em 1907, Reuben Ottenber resolveu o problema de incompatibilidade sanguínea através da elaboração da primeira transfusão precedida da realização de provas de compatibilidade. O sistema ABO se caracteriza pela presença ou ausência de dois antígenos (A e B) - chamados aglutinógenos -, que pode esta isolado ou simultaneamente em cada indivíduo. Antígenos ABO estão expresso em moléculas de diversas células do organismos, incluindo os eritrócitos. Um indivíduo com um tipo sanguíneo, geralmente não possui anticorpos contra os seus eritrócitos mas possui em seu soro anticorpos contra outras moléculas do sistema ABO presente em sangue não compatível ao seu. Mas afinal como são formados esses anticorpos?
Estudos revelaram que bactérias colonizadoras do nosso intestino possuem moléculas semelhantes às do sistema ABO induzindo o indivíduo a produzir de forma cruzada anticorpos contra moléculas ABO estranhas. Dessa forma, na presença de eritrócitos estranhos pode ocorrer o reconhecimento de componentes moleculares transfundidos por anticorpos gerando uma reação transfusional. Hoje, com avanços técnicocientífico e diversidade de diagnósticos de compatibilidade sanguínea as reações transfusionais vem sendo evitadas, aumentado o grau de segurança para a utilização de hemocomponentes. Assim, para evitar problemas deve-se levar em consideração que:

  • Indivíduos do grupo O não possuem nenhum dos dois aglutinógenos (A ou B), portanto possuem anticorpos anti-A e anti-B; podem receber apenas sangue do grupo O, mas podem doar para todos os grupos.
  • Indivíduos do grupo A possuem apenas o aglutinógeno (antígeno) A, e portanto apresentam os anticorpos anti-B; podem receber sangue dos grupos 0 e A, e doar para os grupos A e AB.
  • Indivíduos do grupo B possuem apenas o antígeno B, e portanto apresentam os anticorpos anti-A; podem receber sangue dos grupos 0 e B, e doar para os grupos B e AB.
  • Indivíduos do grupo AB possuem ambos os antígenos, e nenhum anticorpo. Podem receber sangue de qualquer grupo, mas doam apenas para o grupo AB.

1 comentários:

gabrielle brito disse...

Mt obg, me ajudou mt!

21 de outubro de 2010 às 09:35

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